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LeiJuris
Técnica de Estudo09/04/2026 · 6 min de leitura

Questões estilo Cebraspe: como não cair na pegadinha do certo/errado

No certo/errado, uma palavra erra tudo: caçar absolutos, trocar sujeito e competência, e por que resolver questão ensina mais que reler. Raciocínio de prova, sem inventar regra de edital.

No formato certo ou errado, popular em provas no estilo Cebraspe/Cespe, não existe meio-termo: um detalhe falso contamina o item inteiro. Quem treina olhando só o "sentido geral" da frase cai na pegadinha clássica — a banca muda uma palavra e você marca certo por inércia.

A lógica binária

Julgue o enunciado como um todo. Se qualquer parte é falsa perante a lei, a jurisprudência dominante ou a lógica do instituto, o item é errado — mesmo que 90% da frase esteja correta. Treine lentidão nos itens que "parecem óbvios": são os que mais derrubam candidato experiente.

Caçar absolutos e trocas sutis

  • Absolutos: "sempre", "nunca", "em qualquer caso", "exclusivamente" — a lei raramente fala assim;
  • Sujeito/competência: quem faz, quem autoriza, quem julga — troca silenciosa é distrator clássico;
  • Consequência jurídica: confundir efeito (nulidade × anulabilidade, suspensão × interrupção) sem precisar decorar lista — basta perguntar "é isso mesmo que a norma diz?".

Treino ativo × releitura

Resolver questão obriga você a confrontar o texto com a afirmação. Reler o PDF pela terceira vez não mostra onde você distorce. Depois de cada bloco de C/E, anote em uma linha: "errei porque confundi X com Y". Esse log vale mais que mais uma hora de leitura passiva.

Como estudar isso do jeito eficiente

Alterne blocos de simulados no formato certo/errado com consulta ao texto oficial quando errar — não chute explicação. Para itens de jurisprudência, compare o enunciado com a tese ou súmula literal: a banca costuma distorcer um recorte ("salvo", "desde que"). Constância no treino vence "decoração" de manual.

Perguntas frequentes