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STF21 de ago. de 2023 – 15 de set. de 2023

Informativo nº 1108

6 julgados · 6 comentados · ancorados no resumo oficial do STF

AdministrativoConstitucionalPenalTributário
PDF oficial da edição
STFInformativonº ADI 287915 de set. de 2023

Atendimento ao consumidor em âmbito estadual: fixação de tempo limite de espera

Informativo comentado

O STF decidiu pela constitucionalidade de uma lei estadual que estabelece um limite de tempo razoável para o atendimento ao consumidor, tanto em estabelecimentos públicos quanto privados, além de prever sanções progressivas para o descumprimento.

O fundamento jurídico expresso na ementa é que a referida lei não viola as regras constitucionais de repartição de competências entre os entes federativos.

Para concursos, essa decisão é relevante porque consolida o entendimento de que os estados podem legislar sobre relações de consumo e defesa do consumidor, desde que respeitem a proporcionalidade e a razoabilidade, sem invadir a competência privativa da União para legislar sobre direito civil e comercial.

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STFInformativonº ADI 515411 de set. de 2023

Servidores públicos militares em âmbito estadual: regime previdenciário e exigência de lei específica

Informativo comentado

O STF decidiu que é constitucional uma lei estadual que, em um único texto, estabeleça regras de previdência tanto para servidores públicos civis quanto para militares.

O fundamento jurídico expresso na ementa é que essa unificação não viola a exigência constitucional de lei específica para o regime previdenciário dos militares, prevista nos , § 1º, e 142, § 3º, X, da Constituição Federal de 1988.

Para concursos, essa decisão é relevante porque esclarece que a exigência de "lei específica" para militares não impede o legislador estadual de tratar de ambos os regimes em um mesmo diploma legal, desde que as regras estejam claramente definidas.

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STFInformativonº ADI 727101 de set. de 2023

Procuradoria estadual: pagamento de “auxílio-aperfeiçoamento profissional” e regime remuneratório de subsídio

Informativo comentado

O STF decidiu que é constitucional conceder um auxílio para aperfeiçoamento profissional a membros de procuradorias estaduais, desde que essa verba tenha natureza indenizatória, ou seja, não integre a remuneração fixa (subsídio).

O fundamento jurídico expresso na ementa é justamente a caracterização dessa verba como indenizatória, o que a diferencia do subsídio e permite seu pagamento sem violar o teto remuneratório.

Para concursos, essa decisão é relevante porque esclarece que verbas indenizatórias, como auxílios para capacitação, podem ser pagas a agentes públicos remunerados por subsídio, desde que não tenham caráter remuneratório, sendo um tema recorrente em provas de Direito Administrativo e Constitucional.

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STFInformativonº ADPF 103115 de set. de 2023

Implantação e compartilhamento de infraestrutura de telecomunicações em âmbito municipal

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O STF declarou a inconstitucionalidade de uma lei municipal que tratava da implantação e do compartilhamento da infraestrutura de telecomunicações.

O fundamento jurídico expresso na ementa é a invasão da competência exclusiva da União para explorar os serviços de telecomunicações (, XI da CF/1988) e da competência privativa para legislar sobre a matéria (, IV da CF/1988).

Para concursos, essa decisão é relevante porque reafirma a rigidez do pacto federativo, demonstrando que municípios não podem legislar sobre temas de telecomunicações, sob pena de usurpação de competência federal.

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STFInformativonº AP 106014 de set. de 2023

Atos criminosos de 8 de janeiro de 2023: competência jurisdicional do STF, crimes multitudinários e concurso material de crimes contra as instituições democráticas

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O STF decidiu que possui competência para processar e julgar, em uma mesma ação penal, civis e militares sem foro privilegiado, desde que suas condutas estejam claramente ligadas (conexão) a investigações que já tramitam na Corte envolvendo pessoas com prerrogativa de foro.

O fundamento jurídico expresso na ementa é que, no contexto de crimes praticados por multidão (autoria coletiva), todos os agentes respondem subjetivamente pelos resultados lesivos, sendo possível o concurso material entre os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, por serem delitos autônomos com intenções distintas.

Para concursos, essa decisão é relevante porque fixa um importante precedente sobre a competência penal originária do STF por conexão, ampliando o alcance do foro por prerrogativa de função em casos de autoria coletiva, além de esclarecer a possibilidade de cumulação material entre crimes contra o Estado Democrático de Direito.

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STFInformativonº RE 142069121 de ago. de 2023

Restituição administrativa de indébito reconhecido na via judicial: necessidade de observância do regime constitucional de precatórios

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O STF decidiu que, quando um contribuinte obtém na Justiça o reconhecimento do direito de receber de volta um tributo pago indevidamente, essa devolução não pode ser feita pela própria administração tributária, mas deve seguir o sistema constitucional de precatórios.

O fundamento jurídico expresso na ementa é o da Constituição Federal de 1988, que estabelece o regime de precatórios para pagamentos devidos pela Fazenda Pública em virtude de decisão judicial.

Para concursos, essa decisão é relevante porque fixa a distinção entre o direito material ao crédito e a forma de pagamento, impedindo que a administração pública realize compensações ou restituições administrativas após o trânsito em julgado, o que é um tema recorrente em provas de Direito Tributário e Constitucional.

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