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STF25 de set. de 2025 – 03 de out. de 2025

Informativo nº 1193

6 julgados · 6 comentados · ancorados no resumo oficial do STF

AdministrativoConstitucionalPenalProcessual PenalTributário
PDF oficial da edição
STFInformativonº ADI 474603 de out. de 2025

Gratificação de Atividade Judiciária: requisitos para sua percepção no âmbito estadual

Informativo comentado

O STF decidiu que é constitucional uma lei estadual que cria uma gratificação para servidores do Judiciário que exerçam funções diferentes das previstas originalmente em seus cargos.

O fundamento jurídico expresso na ementa é que essa gratificação é um instrumento legítimo de incentivo ao servidor e de aprimoramento dos serviços, dentro da discricionariedade administrativa decorrente da autonomia dos Tribunais.

Para concursos, essa decisão é relevante porque consolida o entendimento de que os Tribunais podem, por ato próprio, valorizar atividades extraordinárias de seus servidores, o que pode ser cobrado em questões sobre autonomia administrativa e poder de incentivo no serviço público.

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STFInformativonº ADI 476303 de out. de 2025

Competência para legislar sobre a prestação de serviços públicos de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros

Informativo comentado

O STF decidiu pela constitucionalidade de uma lei estadual que proíbe a exclusividade na exploração do transporte rodoviário intermunicipal de passageiros.

O fundamento jurídico expresso na ementa é que a norma não usurpa a competência da União para legislar sobre normas gerais de concessões (da CF/1988) nem extrapola a competência concorrente dos estados para legislar sobre consumo (, V da CF/1988).

Para concursos, essa decisão é relevante porque fixa o entendimento de que estados podem, no exercício de sua competência concorrente, vedar monopólios no transporte intermunicipal, desde que respeitem as normas gerais da União.

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STFInformativonº PSV 12525 de set. de 2025

Tráfico privilegiado não configura crime hediondo

Informativo comentado

O STF decidiu que a figura do tráfico privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei de Drogas) é incompatível com a classificação do crime de tráfico como hediondo. Isso importa para concursos porque, na prática, o condenado por tráfico privilegiado não sofrerá as restrições mais severas da Lei de Crimes Hediondos, como o cumprimento inicial de pena em regime fechado e a impossibilidade de progressão de regime com requisitos mais rigorosos.

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STFInformativonº PSV 6025 de set. de 2025

Súmula Vinculante 9: incompatibilidade com a LEP e cancelamento

Informativo comentado

O STF decidiu que a Súmula Vinculante 9 deve ser cancelada, pois não é mais compatível com a atual redação do artigo 127 da Lei de Execução Penal.

O fundamento jurídico expresso na ementa é justamente a incompatibilidade da súmula com a referida lei, que regula a perda dos dias remidos.

Para concursos, essa decisão é relevante porque altera o entendimento consolidado sobre execução penal, exigindo que o candidato atualize o conhecimento sobre a impossibilidade de perda integral dos dias remidos em caso de falta grave.

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STFInformativonº PSV 6425 de set. de 2025

Súmula Vinculante 9: incompatibilidade com a LEP e cancelamento

Informativo comentado

O STF decidiu que a Súmula Vinculante 9 deve ser cancelada, pois ela não é mais compatível com a atual redação do artigo 127 da Lei de Execução Penal.

O fundamento jurídico expresso na ementa é justamente essa incompatibilidade entre o entendimento anterior da súmula e o texto vigente da lei.

Para concursos, essa decisão é relevante porque altera o entendimento consolidado sobre a perda dos dias remidos, exigindo que o candidato atualize o estudo sobre execução penal, especialmente quanto aos efeitos da falta grave.

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STFInformativonº RE 135587003 de out. de 2025

IPVA e veículo objeto de alienação fiduciária: legitimidade passiva do credor fiduciário para figurar em execução fiscal

Informativo comentado

O STF decidiu que é inconstitucional cobrar do credor fiduciário o IPVA de veículo alienado fiduciariamente, salvo se ele se tornar proprietário pleno do bem após o inadimplemento do devedor.

O fundamento jurídico expresso na ementa é a violação do conceito de propriedade da regra-matriz de incidência do imposto e dos limites da sujeição passiva tributária, com base nos , III, "a", e 155, III, da Constituição Federal de 1988.

Para concursos, essa decisão é relevante porque fixa um importante limite à responsabilidade tributária de terceiros, esclarecendo que o credor fiduciário não pode ser equiparado ao proprietário para fins de IPVA enquanto não houver a consolidação da propriedade.

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