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LeiJuris

Art. 52

Estatuto da Criança e do Adolescente

Art. 52

Grifarselecione o texto para grifar
A adoção internacional observará o procedimento previsto nos arts. 165 a 170 desta Lei, com as seguintes adaptações:

Art. 52, inciso I

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a pessoa ou casal estrangeiro, interessado em adotar criança ou adolescente brasileiro, deverá formular pedido de habilitação à adoção perante a Autoridade Central em matéria de adoção internacional no país de acolhida, assim entendido aquele onde está situada sua residência habitual;

Art. 52, inciso II

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se a Autoridade Central do país de acolhida considerar que os solicitantes estão habilitados e aptos para adotar, emitirá um relatório que contenha informações sobre a identidade, a capacidade jurídica e adequação dos solicitantes para adotar, sua situação pessoal, familiar e médica, seu meio social, os motivos que os animam e sua aptidão para assumir uma adoção internacional;

Art. 52, inciso III

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a Autoridade Central do país de acolhida enviará o relatório à Autoridade Central Estadual, com cópia para a Autoridade Central Federal Brasileira;

Art. 52, inciso IV

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o relatório será instruído com toda a documentação necessária, incluindo estudo psicossocial elaborado por equipe interprofissional habilitada e cópia autenticada da legislação pertinente, acompanhada da respectiva prova de vigência;

Art. 52, inciso V

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os documentos em língua estrangeira serão devidamente autenticados pela autoridade consular, observados os tratados e convenções internacionais, e acompanhados da respectiva tradução, por tradutor público juramentado;

Art. 52, inciso VI

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a Autoridade Central Estadual poderá fazer exigências e solicitar complementação sobre o estudo psicossocial do postulante estrangeiro à adoção, já realizado no país de acolhida;

Art. 52, inciso VII

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verificada, após estudo realizado pela Autoridade Central Estadual, a compatibilidade da legislação estrangeira com a nacional, além do preenchimento por parte dos postulantes à medida dos requisitos objetivos e subjetivos necessários ao seu deferimento, tanto à luz do que dispõe esta Lei como da legislação do país de acolhida, será expedido laudo de habilitação à adoção internacional, que terá validade por, no máximo, 1 (um) ano;

Art. 52, inciso VIII

Grifarselecione o texto para grifar
de posse do laudo de habilitação, o interessado será autorizado a formalizar pedido de adoção perante o Juízo da Infância e da Juventude do local em que se encontra a criança ou adolescente, conforme indicação efetuada pela Autoridade Central Estadual.

Art. 52, § 1

Incluída pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
Se a legislação do país de acolhida assim o autorizar, admite-se que os pedidos de habilitação à adoção internacional sejam intermediados por organismos credenciados. Vigência

Art. 52, § 2

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
Incumbe à Autoridade Central Federal Brasileira o credenciamento de organismos nacionais e estrangeiros encarregados de intermediar pedidos de habilitação à adoção internacional, com posterior comunicação às Autoridades Centrais Estaduais e publicação nos órgãos oficiais de imprensa e em sítio próprio da internet. Vigência

Art. 52, § 3

Incluída pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
Somente será admissível o credenciamento de organismos que: Vigência

Art. 52, § 3, inciso I

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sejam oriundos de países que ratificaram a Convenção de Haia e estejam devidamente credenciados pela Autoridade Central do país onde estiverem sediados e no país de acolhida do adotando para atuar em adoção internacional no Brasil;

Art. 52, § 3, inciso II

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satisfizerem as condições de integridade moral, competência profissional, experiência e responsabilidade exigidas pelos países respectivos e pela Autoridade Central Federal Brasileira;

Art. 52, § 3, inciso III

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forem qualificados por seus padrões éticos e sua formação e experiência para atuar na área de adoção internacional;

Art. 52, § 3, inciso IV

Grifarselecione o texto para grifar
cumprirem os requisitos exigidos pelo ordenamento jurídico brasileiro e pelas normas estabelecidas pela Autoridade Central Federal Brasileira.

Art. 52, § 4

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

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Os organismos credenciados deverão ainda: Vigência

Art. 52, § 4, inciso I

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perseguir unicamente fins não lucrativos, nas condições e dentro dos limites fixados pelas autoridades competentes do país onde estiverem sediados, do país de acolhida e pela Autoridade Central Federal Brasileira;

Art. 52, § 4, inciso II

Grifarselecione o texto para grifar
ser dirigidos e administrados por pessoas qualificadas e de reconhecida idoneidade moral, com comprovada formação ou experiência para atuar na área de adoção internacional, cadastradas pelo Departamento de Polícia Federal e aprovadas pela Autoridade Central Federal Brasileira, mediante publicação de portaria do órgão federal competente;

Art. 52, § 4, inciso III

Grifarselecione o texto para grifar
estar submetidos à supervisão das autoridades competentes do país onde estiverem sediados e no país de acolhida, inclusive quanto à sua composição, funcionamento e situação financeira;

Art. 52, § 4, inciso IV

Grifarselecione o texto para grifar
apresentar à Autoridade Central Federal Brasileira, a cada ano, relatório geral das atividades desenvolvidas, bem como relatório de acompanhamento das adoções internacionais efetuadas no período, cuja cópia será encaminhada ao Departamento de Polícia Federal;

Art. 52, § 4, inciso V

Grifarselecione o texto para grifar
enviar relatório pós-adotivo semestral para a Autoridade Central Estadual, com cópia para a Autoridade Central Federal Brasileira, pelo período mínimo de 2 (dois) anos. O envio do relatório será mantido até a juntada de cópia autenticada do registro civil, estabelecendo a cidadania do país de acolhida para o adotado;

Art. 52, § 4, inciso VI

Grifarselecione o texto para grifar
tomar as medidas necessárias para garantir que os adotantes encaminhem à Autoridade Central Federal Brasileira cópia da certidão de registro de nascimento estrangeira e do certificado de nacionalidade tão logo lhes sejam concedidos.

Art. 52, § 5

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
A não apresentação dos relatórios referidos no § 4 deste artigo pelo organismo credenciado poderá acarretar a suspensão de seu credenciamento. Vigência

Art. 52, § 6

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
O credenciamento de organismo nacional ou estrangeiro encarregado de intermediar pedidos de adoção internacional terá validade de 2 (dois) anos. Vigência

Art. 52, § 7

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
A renovação do credenciamento poderá ser concedida mediante requerimento protocolado na Autoridade Central Federal Brasileira nos 60 (sessenta) dias anteriores ao término do respectivo prazo de validade. Vigência

Art. 52, § 8

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
Antes de transitada em julgado a decisão que concedeu a adoção internacional, não será permitida a saída do adotando do território nacional. Vigência

Art. 52, § 9

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
Transitada em julgado a decisão, a autoridade judiciária determinará a expedição de alvará com autorização de viagem, bem como para obtenção de passaporte, constando, obrigatoriamente, as características da criança ou adolescente adotado, como idade, cor, sexo, eventuais sinais ou traços peculiares, assim como foto recente e a aposição da impressão digital do seu polegar direito, instruindo o documento com cópia autenticada da decisão e certidão de trânsito em julgado. Vigência

Art. 52, § 10

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
A Autoridade Central Federal Brasileira poderá, a qualquer momento, solicitar informações sobre a situação das crianças e adolescentes adotados Vigência

Art. 52, § 11

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
A cobrança de valores por parte dos organismos credenciados, que sejam considerados abusivos pela Autoridade Central Federal Brasileira e que não estejam devidamente comprovados, é causa de seu descredenciamento. Vigência

Art. 52, § 12

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
Uma mesma pessoa ou seu cônjuge não podem ser representados por mais de uma entidade credenciada para atuar na cooperação em adoção internacional. Vigência

Art. 52, § 13

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
A habilitação de postulante estrangeiro ou domiciliado fora do Brasil terá validade máxima de 1 (um) ano, podendo ser renovada. Vigência

Art. 52, § 14

Incluído pela Lei nº 12.010/2009

Grifarselecione o texto para grifar
É vedado o contato direto de representantes de organismos de adoção, nacionais ou estrangeiros, com dirigentes de programas de acolhimento institucional ou familiar, assim como com crianças e adolescentes em condições de serem adotados, sem a devida autorização judicial. Vigência

Art. 52, § 15

Grifarselecione o texto para grifar
A Autoridade Central Federal Brasileira poderá limitar ou suspender a concessão de novos credenciamentos sempre que julgar necessário, mediante ato administrativo fundamentado.

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