Redação dada pela Lei nº 9.532/1997
Medida Cautelar Fiscal — Lei nº 8.397
Lei LMCAUSFIS · 51 artigos · Atualizada em 01 de jan. de 1997
Ementa oficial
Institui medida cautelar fiscal e dá outras providências.
Medida Cautelar Fiscal — Lei nº 8.397
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O procedimento cautelar fiscal poderá ser instaurado após a constituição do crédito, inclusive no curso da execução judicial da Dívida Ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e respectivas autarquias.
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O requerimento da medida cautelar, na hipótese dos incisos V, alínea "b", e VII, do , independe da prévia constituição do crédito tributário.
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A medida cautelar fiscal poderá ser requerida contra o sujeito passivo de crédito tributário ou não tributário, quando o devedor:
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sem domicílio certo, intenta ausentar-se ou alienar bens que possui ou deixa de pagar a obrigação no prazo fixado;
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tendo domicílio certo, ausenta-se ou tenta se ausentar, visando a elidir o adimplemento da obrigação;
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caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar bens;
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contrai ou tenta contrair dívidas que comprometam a liquidez do seu patrimônio;
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notificado pela Fazenda Pública para que proceda ao recolhimento do crédito fiscal: a) deixa de pagá-lo no prazo legal, salvo se suspensa sua exigibilidade; b) põe ou tenta por seus bens em nome de terceiros;
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possui débitos, inscritos ou não em Dívida Ativa, que somados ultrapassem trinta por cento do seu patrimônio conhecido;
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aliena bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública competente, quando exigível em virtude de lei;
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tem sua inscrição no cadastro de contribuintes declarada inapta, pelo órgão fazendário;
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pratica outros atos que dificultem ou impeçam a satisfação do crédito.
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Para a concessão da medida cautelar fiscal é essencial:
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prova literal da constituição do crédito fiscal;
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prova documental de algum dos casos mencionados no artigo antecedente.
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A decretação da medida cautelar fiscal produzirá, de imediato, a indisponibilidade dos bens do requerido, até o limite da satisfação da obrigação.
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Na hipótese de pessoa jurídica, a indisponibilidade recairá somente sobre os bens do ativo permanente, podendo, ainda, ser estendida aos bens do acionista controlador e aos dos que em razão do contrato social ou estatuto tenham poderes para fazer a empresa cumprir suas obrigações fiscais, ao tempo: a) do fato gerador, nos casos de lançamento de ofício; b) do inadimplemento da obrigação fiscal, nos demais casos.
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A indisponibilidade patrimonial poderá ser estendida em relação aos bens adquiridos a qualquer título do requerido ou daqueles que estejam ou tenham estado na função de administrador (§ 1°), desde que seja capaz de frustrar a pretensão da Fazenda Pública.
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Decretada a medida cautelar fiscal, será comunicada imediatamente ao registro público de imóveis, ao Banco Central do Brasil, à Comissão de Valores Mobiliários e às demais repartições que processem registros de transferência de bens, a fim de que, no âmbito de suas atribuições, façam cumprir a constrição judicial.
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A medida cautelar fiscal será requerida ao Juiz competente para a execução judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública.
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Se a execução judicial estiver em Tribunal, será competente o relator do recurso.
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A Fazenda Pública pleiteará a medida cautelar fiscal em petição devidamente fundamentada, que indicará:
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o Juiz a quem é dirigida;
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a qualificação e o endereço, se conhecido, do requerido;
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as provas que serão produzidas;
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o requerimento para citação.
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O Juiz concederá liminarmente a medida cautelar fiscal, dispensada a Fazenda Pública de justificação prévia e de prestação de caução.
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Do despacho que conceder liminarmente a medida cautelar caberá agravo de instrumento.
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